"Deus é amor, mas também é justiça" você entende realmente isso?

É interessante notar que a maioria dos crentes que dizem aos incrédulos quando os veem em situação a qual consideram pecaminosa  “Deus é amor, mas também é justiça”, são os mesmos que um dia clamaram pelo amor e misericórdia divina ao passarem por este crivo da justiça divina o qual hoje reivindicam sobre os outros. Ou seja, receberam amor, mas preferem clamar por justiça em relação ao próximo antes de mais nada.

É muito cômodo como crentes nos valermos do atributo do “amor de Deus” para nós, e oferecermos aos não crentes “a justiça divina”. Antes de celebrarmos esse amor nós também fomos alvos da justiça divina. Em vista de nossos pecados estávamos debaixo da condenação eterna, no entanto, fomos resgatados, reconciliados, libertos das trevas. Justiça foi feita, o pecador pagou o preço de seu pecado e foi salvo da ira vindoura. Mas espere um momento, por favor essa parte é importantíssima, o pecador era você, no entanto quem pagou o preço pela sua vida foi Jesus, Ele tomou o seu lugar, morreu sua morte e a “justiça” de Deus se cumpriu, consegue entender o que isso significa?

Portanto quando crentes reivindicam a justiça de Deus sobre pecadores, dizendo muitas vezes que essa justiça está entre os principais atributos de Deus e não pode ser esquecido, estão corretos, mas só não podem esquecer também que, para essa justiça ser feita nosso Senhor se valeu de seu grande amor ao enviar seu filho para morrer no lugar dos pecadores.

Portanto, uma coisa não pode dissociar outra, o discurso de Justiça deve sempre vir  atrelado ao do Amor. Você pode então como cristão dizer a um pecador que Deus o ama, se este reconhecer que é pecador se incomodará com tal sentimento de Deus por Ele, visto que se considera alguém incapaz de ser amado pelo que faz e é, caso contrário essa pessoa simplesmente desprezará tal sentimento achando que não necessita deste e que sua vida não tem nada de errado pelo qual deva se justificar diante de Deus.


Mas para os que se sentirem constrangidos com esse amor, aqueles que considerarem não ser merecedores de tal sentimento divino por eles, pedirão misericórdia, pois desejarão conhecer deste amor, desejarão de alguma forma justificar suas vidas diante do Criador, então falaremos a eles da justiça que pela graça poderá justifica-los diante de Deus. 
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Sobre João Eduardo Cruz

Não sou bem um escritor, sou um pastor que escreve.

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