Tem jeito pra tudo...até para a morte.


O apóstolo Paulo desafia a morte dizendo “Onde está oh morte o teu aguilhão”(I Co 15.55), o homem que lança esse desafio para a morte está constantemente dando de cara com ela, seja por perigos nas estradas enquanto viajava, nas ameaças de morte vindas dos inimigos do Evangelho, ou ainda pela velhice que lhe trazia as lembranças de que a vida estava se findando.

De onde lhe vinha a coragem para afirmar que a morte não tinha mais o poder de angustiá-lo?

A morte não escolhe raça, classe social, idade, crença, ela traga todos quantos estejam vivos. Por isso o dito popular é muito correto “Para morrer basta estar vivo”.

A estatística é cruel, para cada uma pessoa viva há uma morte reservada.

A psicologia comprova que a melhor forma de vencermos nossos medos é encarando-os de frente. Mas a morte não é algo que devemos arriscar a nos colocar de frente pra ela a fim de tentar vencê-la ou afrontá-la. Aqueles que assim o fazem não são na maioria das vezes considerados corajosos, mas loucos. Afinal, com a morte não se brinca.

Algo tão imbatível assim, logicamente tende a escravizar debaixo do medo as pessoas. Aqueles que por um momento dominaram nações o fizeram por assumirem o direito de matar.

Então como Paulo pôde fechar o punho e desafiar a morte a  causar-lhe algum dano se fosse capaz?



A resposta está em Jesus


Jesus sendo Deus se fez gente, e sendo gente estava sujeito à morte, mas ainda assim não deixou de ser Deus. E como Deus poderia evitar a morte.

No entanto Jesus não esquiva dela, antes a recebe, programa seu encontro com ela, não como um suicídio, mas como um encontro marcado, como se fosse um duelo.

A morte não está destinada a Jesus “A alma que pecar essa morrerá” (Ez 18.4) esse não é o caso dele “Nele não houve pecado” (2 Co 5.21)

Mas Jesus ao se fazer gente o faz para assumir essa culpa que leva à morte. Assim, Ele vai morrer não porque a morte coubesse a ele, mas aos pecadores nos quais Ele não pode ser nomeado como igual.

E Jesus então vai enfrentar a morte, mas não uma simples morte, na verdade a pior das mortes, aquela que mata o corpo e a alma.

Jesus vê seu corpo ser despedaçado e sua alma ser distanciada de seu amado Pai. Se alguém deseja entender o que tal separação momentânea significava para Ele, terá de compreender o que significa ser separado do que eternamente esteve com você. (Uma separação dentro de nossa realidade temporal já dói, imagine uma união plena que se dá na eternidade sendo desfeita por um momento).

Jesus entra na total situação do pecador, Ele é destituído da glória de Deus "Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste" (Mc 15.34).
Sua vida é ceifada e nela está a esperança de perdão e redenção de toda a humanidade. Ele morre a nossa morte, para nos dar a sua vida “Para que onde eu estiver vós estejais também” (Jo 14.3).

“Se a semente não é lançada na terra ela não pode dar fruto” (Jo 12.24). John Stott diz “Se a semente permanece guardada não terá utilidade alguma. Ela precisa ser enterrada na terra escura e fria para germinar e dar frutos”.

“Salvou os outros porque não salva a si mesmo?” (Mc 15.30) diziam seus algozes, mas é ai que estava o segredo de sua missão, salvar.

Jesus disse que quando fosse erguido atrairia muitos para si. A cruz exerce uma atração natural para aqueles que reconhecem seus pecados sendo castigados em Jesus.

A vitória sobre a morte é a afirmação de Jesus ao universo inteiro de que o amor jamais pode ser detido.

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Sobre João Eduardo Cruz

Não sou bem um escritor, sou um pastor que escreve.

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