Acomodação

Queria tanto ser, mas não sou
Queria tanto ir, mas não vou
Cansado, engodado, derrotado
Faço da minha passagem um tormento
As lágrimas tornaram-se meu alimento
Sou meu maior e melhor inimigo
Sou sorrateiro, ardiloso, um perigo
Capaz de me ocultar nos desertos
Fico triste, aturdido, mas nunca esperto
Descrevo-me para enxergar-me
Mesmo cego como estou
Viciado em auto-estima
Consumido de rancor
Arrogando-me de riquezas
Mendigando teu perdão
Olhos se voltam para cima
Mas na terra, permanece o coração
Sedento, não saciado
Sigo incomodado
Mais comigo do que com o pecado
Como se estes pudessem, de alguma forma, serem desassociados.
Falso, hipócrita, mentiroso
Admito que seja assim
Os que passam falam por mim
“Pecador orgulhoso”, o mal se acomodou em mim.
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Sobre João Eduardo Cruz

Não sou bem um escritor, sou um pastor que escreve.

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