Experiencia missionária III - Esvaziando o bar


Avistamos um bar, estava cheio, virei para o lado e comentei com o irmão que me acompanhava que eu particularmente gostava de falar de Jesus em bares porque eu imagino que ele não perderia a oportunidade de fazer isso se estivesse fisicamente conosco.

O irmão se entusiasmou e antes que combinássemos a abordagem ele já estava adentrando no recinto sem nenhuma cerimônia. Logo na entrada um dos bêbados agarrou-me pelo braço e me pediu que fosse até sua casa orar pela sua família, prometi que iria logo que falasse com os seus amigos que ali estavam. Enquanto eu era interrompido na porta do bar o irmão falava aos que estavam lá dentro, não ousei interromper. 

Eu não sabia mas o irmão havia tido problemas com alcoolismo no passado o que o fez ser expulso de casa e viver por um tempo na rua, foi a ação de um cristão que o tirou de lá e a mensagem salvadora de Jesus que o transformou.

Enquanto ele contava sua história os bêbados iam se afastando do balcão e foram fazendo um semi círculo ao redor dele. Notei que alguns o olhavam com muita admiração, nenhum estava indiferente, um dos rapazes começou a chorar, nesse instante o irmão lhe falou que estas lágrimas demonstravam que ele estava entendendo que a mensagem era para ele.

Quando o irmão terminou o seu relato eu fui em direção a cada um deles e os cumprimentei reafirmando que Jesus os amava e que com certeza tinha planos de alegria e paz para eles além de uma vida mais digna como filhos de Deus. 

A um deles em especial - bem jovem por sinal - eu disse que Jesus o perseguiria até que ele se rendesse, ele sorriu e disse amém, notei como ele queria mesmo que isso acontecesse.

Quando finalizamos saímos do bar e fomos orar na casa do rapaz que me interpelou na entrada do bar e que me esperava pacientemente, a casa dele era bem em frente. Oramos por sua esposa e seus filhos e para que ele vencesse o vicio da bebida. 

Quando saímos da casa do rapaz e olhamos para o bar ele estava vazio, uma irmã vinda de outra rua e que neste instante nos acompanhara comentou "Nunca mais o dono desse bar vai deixar um crente entrar ai, vai levá-lo à falência"
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Sobre João Eduardo Cruz

Não sou bem um escritor, sou um pastor que escreve.

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