Experiencia missionária II - Uma senhora católica

Me aproximei do portão onde as duas senhoras conversavam. A primeira delas aparentava sem bem mais jovem do que aquela que estava do lado de dentro do portão, esta mais velha parecia ser a dona da casa e acredito que tinha aproximadamente uns 70 anos de idade.

Eu estava com duas jovens, uma delas fez o convite para que a senhora mais jovem viesse participar conosco de um culto que realizaríamos a noite. A senhora mais jovem afirmou que dependendo dos seus afazeres domésticos iria, a mais velha no entanto manteve-se calada, pensei então que talvez ela não tinha tomado o convite também para si e então me dirigi a ela perguntando se ela gostaria de ir ao culto. Nesse instante ela tomou como ofensa meu convite, disse que jamais passaria para a "Lei dos crentes", que o pai dela era católico bem como o foram seu avô e seu bisavô e que ela morreria católica.

Eu disse "Senhora, não viemos aqui arrancar sua crença, apenas a convidamos para um culto, a senhora já foi em um? Lá nós lemos a Palavra de Deus, cantamos louvores, não creio que seja nada ofensivo à sua religião".

Ela me olhou dos pés a cabeça - e eu não ouso imaginar o que se passou pela cabeça dela naquele momento de raiva - ficou mais vermelha do que nós que estávamos já a bastante tempo debaixo do sol escaldante de três horas da tarde em Baturité. E desta vez mais furiosa ainda disse "Vocês protestantes odeiam Maria. Vocês são uma seita miserável". 

Houve um silêncio constrangedor e depois de alguns segundos eu retomei a palavra falando o mais calmo que pude diante da situação tensa em que se tornou aquele simples convite "Não senhora, não odiamos Maria, ela é um grande exemplo de fé para todos nós. Talvez a forma como nós a vemos seja diferente, mas nós particularmente respeitamos e admiramos essa serva de Deus". 

A mulher não olhava mais para mim, fingia que esperava alguém com os olhos voltados para o inicio da rua. Comecei a fazer perguntas as quais eu já imaginava quais seriam as respostas: "A senhora acredita em Jesus?", "A senhora crê que ele morreu por nós?", "A senhora crê que Ele ressuscitou e um dia todos estaremos diante dele?", "A senhora se acha uma pecadora e que precisa do perdão de Deus?". Fiz uma pergunta após a outra, e ela mesmo sem olhar para mim respondeu a todas com a mesma resposta "Sim". 

Então eu finalizei dizendo: "Veja só, nesses pontos nós pensamos igual. E eu creio que somente baseado nisto em que concordamos é que poderemos ser salvos". 

Fomos embora todos em um silêncio respeitoso a Jesus que não havia nos enviado ali para contender, mas para abençoar e amar.
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Sobre João Eduardo Cruz

Não sou bem um escritor, sou um pastor que escreve.

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